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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lançamento do documentário "O caso do homem errado", em Salvador - BA


Para finalizar o ano de 2017 com chave de ouro, o documentário “O Caso do Homem Errado” tem lançamento previsto na capital baiana no próximo dia 19.12 (terça-feira), na Sala Walter da Silveira (Barris), às 19h, seguido de um debate com a equipe. O filme que vem de uma premiação de melhor longa-metragem no 9º Festival Internacional de Cine Latino, Uruguayo y Brasileiro em Punta del Este, no último mês de novembro, fez a sua estreia nacional no 45º Festival de Cinema de Gramado.
“O Caso do Homem Errado” aborda a questão do genocídio da juventude negra. Produzido por duas mulheres negras, Camila de Moraes (diretora) e Mariani Ferreira (produtora executiva), em parceria com a Produtora Praça de Filmes, o longa-metragem documental retrata um caso específico que ocorreu no Rio Grande do Sul na década de 1987 com o operário negro Júlio César que ao ser confundido com um assaltante é assassinado pela Brigada Militar. O filme também apresenta dados atuais sobre essa violência contra a comunidade negra. 
A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil. A Bahia está em terceiro lugar dos estados brasileiros que mais mata, com 278 mil mortes de letalidade policial, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo dados do Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP). A cada dia, são 66 vidas perdidas, totalizando 4.290 óbitos por ano. Por conta dessas estatísticas, no início do mês de novembro a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha Vidas Negras com o objetivo de chamar atenção de governos, parlamentos, tribunais, organizações e da sociedade para o problema da violência contra essa parcela que já representa 54% dos brasileiros. 
Para a diretora Camila de Moraes mais do que uma fatalidade ou coincidência é preciso admitir que vivemos em um país racista que mata pessoas por conta da cor de sua pele. “Estamos apresentando dados, estáticas, mas precisamos entender que falamos de vidas e sim a minha vida negra importa, as nossas vidas negras importam para a construção dessa sociedade. Então, ao reconhecer que é uma questão de discriminação racial no país, podemos começar a dialogar para buscar soluções concretas ao enfrentamento desse problema que não é apenas de pessoas negras e sim de toda a sociedade”, afirma.  
Em Salvador o lançamento do filme conta com o apoio da Diretoria de Audiovisual, da Fundação Cultural da Bahia e os ingressos serão vendidos no dia com duas horas de antecedência  pelo valor de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Após a exibição ocorrerá um bate papo com integrantes da equipe que estarão presente na ocasião para conversar sobre o processo de produção de uma obra documental. 

Documentário: “O Caso do Homem Errado” conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, em 1987, em Porto Alegre/RS. O crime ganhou notoriedade  após  a imprensa divulgar fotos  de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. O filme traz o depoimento de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia. A Anistia Internacional, inclusive, fala de genocídio da juventude negra devido ao grande número de jovens negros assassinados pelas forças de segurança no País.

Ficha Técnica
Produtora: Praça de Filmes
Diretora: Camila de Moraes
Roteiro: Camila de Moraes, Mariani Ferreira e Maurício Borges de Medeiros
Produção Executiva: Camila de Moraes e Mariani Ferreira
Elenco: (Depoentes) Juçara Pinto, Paulo Ricardo de Moraes, Ronaldo Bernardi, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, João Carlos Rodrigues, Jair Kirschke, Edilson Nabarro, Renato Dornelles, Paulo Antônio Costa Corrêa, Waldemar Moura Lima, Vera Daisy Barcellos, Romeu Karnikowski, Aline Gerber
Direção de Fotografia: Maurício Borges de Medeiros
Trilha Sonora: Rick Carvalho
Montagem: Maurício Borges de Medeiros
Desenho de Som: Guilherme Cássio dos Santos

SERVIÇO
O Quê: Lançamento do documentário “O Caso do Homem Errado” em Salvador 
Quando: 19.12.2017 (terça-feira)
Onde:  Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27 - Barris, Salvdor/Bahia)
Horário: 19horas
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia) 

sábado, 2 de dezembro de 2017

2 de dezembro: Dia do Samba


sábado, 25 de novembro de 2017

Vitor da Trindade, compositor e percussionista, se apresenta em Salvador e Cachoeira - BA


Vitor da Trindade, compositor, percussionista e professor de cultura afro-brasileira traz no repertório, 40 anos de experiência multicultural no show “Ossé”. Apresentando o Coco, o Jongo e os Ritmos do Candomblé e Umbanda, misturados aos sons da Diáspora Africana Modernos, como o Rap, o Reggae, o Funk, o Soul, e o Jazz. Um trabalho inovador e cheio de suingue para o público baiano.
As canções trazem o cotidiano e o amor na poesia de Solano Trindade “O Poeta do Povo”, avô de Vitor, além de outros letristas e compositores, como Letícia Coura, Carlos Rennó e Zeca Baleiro e o baiano Nelson Maca, além de outros.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Lançamento do documentário “O Caso do Homem Errado” em Salvador



A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil. A Bahia está em terceiro lugar dos estados brasileiros que mais mata, com 278 mil mortes de letalidade policial, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo dados do Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP). A cada dia, são 66 vidas perdidas, totalizando 4.290 óbitos por ano. Por conta dessas estatísticas, no início do mês de novembro a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha Vidas Negras com o objetivo de chamar atenção de governos, parlamentos, tribunais, organizações e da sociedade para o problema da violência contra essa parcela que já representa 54% dos brasileiros. 

Por se tratar de um tema relevante para a sociedade brasileira, no próximo dia 19 de dezembro, na Sala Walter da Silveira, ocorrerá em Salvador o lançamento oficial do documentário “O Caso do Homem Errado” que aborda a questão do genocídio da juventude negra. Produzido por duas mulheres negras, Camila de Moraes (diretora) e Mariani Ferreira (produtora executiva), em parceria com a Produtora Praça de Filmes, o longa-metragem documental retrata um caso específico que ocorreu no Rio Grande do Sul na década de 1987 com o operário negro Júlio César que ao ser confundido com um assaltante é assassinado pela Brigada Militar. O filme também apresenta dados atuais sobre essa violência contra a comunidade negra. 

“O Caso do Homem Errado” fez a sua estreia nacional em agosto no 45º Festival de Cinema de Gramado, e no início do mês de novembro recebeu o prêmio de melhor longa-metragem no 9º Festival Internacional de Cine Latino, Uruguayo y Brasileiro em Punta del Este. Para a diretora Camila de Moraes mais do que uma fatalidade ou coincidência é preciso admitir que vivemos em um país racista que mata pessoas por conta da cor de sua pele. “Estamos apresentando dados, estáticas, mas precisamos entender que falamos de vidas e sim a minha vida negra importa, as nossas vidas negras importam para a construção dessa sociedade. Então, ao reconhecer que é uma questão de discriminação racial no país, podemos começar a dialogar para buscar soluções concretas ao enfrentamento desse problema que não é apenas de pessoas negras e sim de toda a sociedade”, afirma.  

Em Salvador o lançamento do filme conta com o apoio da Diretoria de Audiovisual, da Fundação Cultural da Bahia e os ingressos serão vendidos no dia com duas horas de antecedência  pelo valor de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Após a exibição ocorrerá um bate papo com integrantes da equipe que estarão presente na ocasião para conversar sobre o processo de produção de uma obra documental. 

Documentário: “O Caso do Homem Errado” conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, em 1987, em Porto Alegre/RS. O crime ganhou notoriedade  após  a imprensa divulgar fotos  de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. O filme traz o depoimento de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia. A Anistia Internacional, inclusive, fala de genocídio da juventude negra devido ao grande número de jovens negros assassinados pelas forças de segurança no País.


Ficha Técnica

Produtora: Praça de Filmes
Diretora: Camila de Moraes
Roteiro: Camila de Moraes, Mariani Ferreira e Maurício Borges de Medeiros
Produção Executiva: Camila de Moraes e Mariani Ferreira
Elenco: (Depoentes) Juçara Pinto, Paulo Ricardo de Moraes, Ronaldo Bernardi, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, João Carlos Rodrigues, Jair Kirschke, Edilson Nabarro, Renato Dornelles, Paulo Antônio Costa Corrêa, Waldemar Moura Lima, Vera Daisy Barcellos, Romeu Karnikowski, Aline Gerber
Direção de Fotografia: Maurício Borges de Medeiros
Trilha Sonora: Rick Carvalho
Montagem: Maurício Borges de Medeiros
Desenho de Som: Guilherme Cássio dos Santos


SERVIÇO

O Quê: Lançamento do documentário “O Caso do Homem Errado” em Salvador 
Quando: 19.12.2017 (terça-feira)
Onde:  Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27 - Barris, Salvdor/Bahia)
Horário: 19 horas
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia) 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Afro Criadores promove Intervenção de Moda na Central do Brasil - RJ


A Intervenção marcada para dia 28 de novembro é um questionamento ao formato excludente e elitista dos desfiles de moda. Como ação inicial os AfroCriadores propõem um desfile performático, irônico, divertido e popular, no epicentro da cidade do Rio de Janeiro, a Central do Brasil.

AfroCriadores é um grupo formado por trinta e uma marcas cariocas com identidade afro-brasileira. Selecionados pelo edital Moda Afro do Sebrae, os integrantes uniram-se para driblar as dificuldades do mercado, fortalecer e visibilizar o seguimento.

O coletivo tem a Moda Afro como ponto de partida, uma forma expressiva de afirmação da identidade negra. Ressalta o papel de propostas estéticas no processo de construção de uma sociedade que aponte para a igualdade.

O grupo se compõe por marcas conhecidas no mercado carioca, como as veteranas: Baobá-Brasil com tecidos africanos na moda brasileira, Devassas.com que aborda questões feministas com inteligência e humor e Julia Vidal com conteúdo afro-indígena nas criações de moda e design. A moda masculina está representada pela grife Neri Modas com linguagem afro pop e a unissex Rdblack , Crespa e Vb Atelier. A moda sem gênero é mote para as criações diferenciadas da O Gue. Para toda a família as grifes Vauela e Abebé moda afro apresentam uma diversidade de peças femininas, masculinas e infantis. As divindades da cultura afro-brasileiras, os orixás, são temas das grifes Pombou e da recém lançada Lewá Afro Brasil em estilo afro romântico. A história ancestral é mote das grifes Bantu, Drika Moda Afro, Atitude Negra e Olorum moda afro-frasileira. A alfaiataria se apresenta na Bieta Etnomoda e moda praia para todos os corpos fica por conta da Afrobeach Brasil. Peças amplas e elegantes são os destaques do Ateliê Ms. Vee, Andreia Brasis, Estação BF e SANTA RESISTÊNCIA. Se o interesse for por acessórios, a explosão de cores, texturas e materiais criativos estão representadas no grupo pelas grifes Varal da Val, A Grace Ateliê, Aylah Acessórios, Gloria Turbantes & Estilo e Guita Bonita. A moda como educação é ferramenta essencial nos trabalhos apresentados pelas estilistas e educadoras das grifes LetAkanni, Julia Vidal e Amo Crew. Essas e outras tantas marcas potentes como D´africa e O Verbo em suas diferentes expressões, juntas mostram a pluralidade e riqueza da Moda Afro no Brasil.

A Intervenção de Moda na Central do Brasil vem para quebrar paradigmas.

O convite é PARA TODOS!

Serviço:
As Intervenções acontecerão no dia 28 de novembro, de 10h às 15h, na Central do Brasil. Durante todo o dia haverão ações com os AfroCriadores e grupos convidados.

Programação:
10h às 12h – Intervenção de Moda “AfroCriadores” na gare da Central do Brasil.
12h às 16h – Ações Culturais na Praça Cristiano Otoni, entre os portões 2 e 3.
13h às 13h30 – Fina Batucada – Alunas da Escola de Musica Villa Lobos.
13h30 às 14h15 – BlackYva e DJ Buiu
14h15 às 15h – Grupo Cultural AfroLaje

AfroCriadores:
A Grace Ateliê
Abebé – moda afro-brasileira
AfroBeach Brasil
Amo Crew
Andreia Brasis
Ateliê Ms. Vee
Atitude Negra
Aylah Acessórios
Baobá-Brasil
Bantu
Estação BF
Bieta Etnomoda
Crespa
D`Áfrika
Devassas.com
Drika Moda Afro
Guita Bonita
Gloria Turbantes & Estilo
Neri modas
O Gue
O Verbo
Olorum moda afro-brasileira
Pombou
Rdblack
Santa Resistência
Varal da Val
Vauela
Vb Atelier

Site:
www.afrocriadores.com.br

Contato:
(21)981260404 Julia Vidal 
(21) 986602406 Tenka Dara 
(21) 981203814 Ligia Parreira 
contato@afrocriadores.com.br

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Letieres Leite encontra comunidade do Hip-Hop e do Rap - BA

O maestro premiado estará na segunda edição do Conexão Cultural CFA – Música, dia 19, sábado, às 14h, no CFA. Participação de DJ Branco


O maestro Letieres Leite ministra o workshop As Matrizes Africanas na Música Popular Brasileira, no Centro de Formação em Artes da Funceb, para jovens da comunidade Hip-Hop e Rap de Salvador, neste sábado, 19 de agosto, às 14h. No salão de cerimônia do Espaço São Dâmaso, sede do CFA, no Pelourinho, o evento contará com a participação do educador e produtor DJ Branco. O programa será aberto ao público interessado.
Este é o segundo evento da série de sete workshops que o maestro realiza dentro do projeto Conexão Cultural CFA – Música. O primeiro ocorreu em julho, na Senzala do Barro Preto, para jovens músicos do bloco afro Ilê Aiyê. Letieres é coordenador artístico pedagógico do Curso de Qualificação em Música do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), onde ensina seu método UPB (Universo Percussivo Baiano) para alunos do Núcleo de Música.


FONTE: FUNCEB/SECULT