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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Leitura dramática faz parte da programação do Projeto Terças Pretas do Bando de Teatro Olodum - BA

O texto “Tenho Medo de Monólogo” com a atriz gaúcha Vera Lopes e o escritor paulista Luiz Silva (Cuti) será apresentado no dia 31 de maio

Para finalizar a edição de maio do Projeto Terças Pretas, do Bando de Teatro Olodum, no Teatro Vila Velha, que teve início no dia 03 e irá ocupar todas as terças do mês com poesia, espetáculos teatrais, feira étnica e literatura, os convidados da noite são a atriz Vera Lopes e o escritor Luiz Silva – Cuti, para uma leitura dramática. 

Em conjunto irão apresenta o texto “Tenho Medo de Monólogo”, uma reflexão sobre um drama familiar, um mundo feminino, além de abordar questões sobre os preconceitos estruturais de raça e gênero.  Na obra, de acordo com a sinopse, “uma mulher negra narra sua trajetória de luta para criar dois filhos adotivos e, diante do desaparecimento de um deles, toma atitude desesperada que, embora redunde em confinamento, acaba levando-a a um encontro amoroso inusitado e à possibilidade de retomar um antigo amor”. A trama percorre os caminhos da maternidade, solidão, abandono, tragédia pessoal, loucura e um possível novo amor. Entre idas e vindas, a história é desvendada num tradicional fluxo de pensamentos de uma estrutura narrativa que leva para um final surpreendente.  

Segundo Lucianno Mazza, autor, crítico de teatro e diretor carioca, “Vera Lopes foi a responsável por dizer seu texto escrito com Cuti (leitor das rubricas). Segura e com bom equilíbrio, entre a emotividade e a qualidade técnica vocal, demonstrou grande interesse e prazer em dizer esta história e a sua interpretação foi contribuição fundamental para a alta qualidade final desta leitura” (Em 2015, no Seminário Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada – RJ). Já a atriz, pesquisadora, professora, doutora em Arte pela Unicamp com Pós-Doc pela UFBA, Evani Tavares, revela que, “Vera Lopes é uma atriz fantástica, de uma sensibilidade e entrega que poucas têm! O que ela fez, aquela leitura, naquele ambiente super intimista, para uma platéia super, hiper selecionada, cheia de notáveis, foi algo extremamente difícil e corajoso. Vera sustentou um texto de altas variantes, com muitas variantes, e, por quase uma hora!”. 

Após a leitura dramática terá um bate papo com o público. A noite inicia às 18h com a Feira Étnica e diversos artistas e afro empreendedores expondo produções artesanais, moda e gastronomia. A leitura tem início às 19h. O ingresso dessa noite será pague quanto quiser. 

SERVIÇO
O Quê: Leitura Dramática “Tenho Medo de Monólogo” com a atriz Vera Lopes e o escritor Luiz Silva (Cuti), no Projeto Terças Pretas
Quando: 31 de maio de 2016
Onde: Teatro Vila Velha (Campo Grande)
Quanto: Pague quanto quiser
Horário: 19h 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Oficina "Mulher negra e políticas públicas" - RJ



Queridas amigas e amigos do Grupo Cultural Balé das Iyabàs

Gostaríamos de convidar todas e todos vocês para a próxima VIVÊNCIAS DO BALÉ – MULHER NEGRA E POLÍTICAS PÚBLICAS - Reflexões sobre o protagonismo da Mulher, entre mitos, danças, diálogos e experiências; que será realizada no dia 20 DE SETEMBRO, DOMINGO,  de 15hs às 18hs, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo.

Convidada: Maria Olina (Pedagoga com experiência em Administração Pública)

Contamos com a participação de vocês que já tiveram a oportunidade de participar das oficinas e conhecer o nosso trabalho e dxs que ainda irão conhecer! 
Segue abaixo algumas orientações para oficina:
Horário
Pedimos que fiquem atentxs ao horário de início da oficina: 15 HORAS 
Temos observado que, por diversos motivos, as pessoas estão chegando muito atrasadas. Isso faz a nossa oficina começar mais tarde que o previsto, prejudicando as pessoas que se esforçaram para serem pontuais. Como todxs sabem, nossa oficina têm uma dinâmica de desenvolvimento que torna necessário acompanhá-la desde o início para um melhor aproveitamento. Portanto, pedimos pontualidade e avisamos que a tolerância será de no máximo 15 minutos!
Vestimenta
Pedimos que atentem para vestimentas leves e confortáveis, que as possibilitem movimentar o corpo livremente!
Alimentação
Infelizmente, no momento, não temos mais condições de oferecer o maravilhoso lanche que fazia parte das nossas oficinas. Pedimos para que levem seus lanchinhos de casa e água (há um bebedor no andar de cima, para quem não se importar em se deslocar), para não sentirem fome e sede ao longo da Vivência
Valores da oficina - mudanças
Como todxs sabem, nossas oficinas se realizam em um espaço público e por isso, não podemos cobrar por elas. No entanto, até a Vivência do mês de julho, contávamos com a contribuição consciente dxs participantes, que é uma forma de contribuição que permite a cada pessoa, oferecer o quanto pode e vai pagar por um serviço recebido, de acordo com sua avaliação a respeito da qualidade, dos benefícios obtidos com a oficina e da sua condição financeira atual. Sempre considerando algumas questões como: o cuidado com que preparamos cada vivência, desde o conteúdo aos aspectos estruturais; o valor de mercado para uma oficina como essa; o valor que cada uma/um considera adequado para o trabalho proposto, as pessoas contribuíam dentro das suas possibilidades. Porém, com a mudança da gestão do Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, o direito à essa nova forma de economia sustentável, foi vetado aos grupos que realizam atividades no mesmo.
Embora essa nova realidade atinja diretamente a sustentabilidade do projeto, optamos por continuar oferecendo um trabalho que nos é tão caro e igualmente importante para o nosso público. Salientamos que iremos continuar buscando novas formas de financiamento e provavelmente um novo espaço, pois só temos a garantia de utilização do Laurinda até o mês de outubro.
Seguiremos firmes, apesar de tudo, com nosso compromisso e comprometimento com o fortalecimento e empoderamento de nós, Mulheres Negras!
Axé

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Curta em stop motion traz mito da criação do universo contado por Orixás


Produtora baiana reuniu artistas e técnicos especializados

 para a produção do filme de 12 minutos
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Com mais de 25 mil clicks, o mito da criação do universo será contado pela técnica do stop motion no curta ÒRUN ÀIYÉ, uma realização da Estandarte Produções, produtora baiana que reuniu um time de renomados profissionais para dar vida à animação inédita, que está sendo produzida em Salvador/Camaçari. O curta traz a trajetória do pai de todos os deuses, Oxalá, para cumprir sua missão junto a outras divindades, em uma envolvente narração de 12 minutos, carregada de simbolismos da cultura afrobrasileira. A animação é inclusiva e, por meio de recursos como audiodescrição, subtitulação e janela de Libras, estará disponível para o público surdo e cego, além de estar em mais cinco línguas – português, inglês, francês, espanhol e yorubá.

Para as diretoras da obra, as cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria, a animação será um instrumento de educação, combate ao racismo e à intolerância religiosa em meio às crianças e jovens. “Esse material paradidático permitirá às crianças e jovens a ampliação da noção de cultura negra trazida da África para o Brasil, proporcionando uma educação que reconheça e valorize a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro”, afirma Jamile Coelho. A religiosidade afro-brasileira será abordada a partir da contação de histórias, tendo a figura do historiador Ubiratan Castro de Araújo (1948-2013) como o griôt – narrador das lendas envolvendo deuses africanos como Olodumaré, Oxalá, Orunmilá, Ododuwa, Nanã e Exu.

cinco anos, a Estandarte Produções atua na criação e gestão de projetos culturais e pedagógicos, a exemplo de oficinas artísticas, mostras e festivais, debates, intercâmbios, publicações, audiovisuais (cds, dvds, videoclip, documentários e curta-metragens), envolvendo profissionais de formações variadas, como música, teatro, comunicação, administração e artes visuais. No currículo já tem projetos como o premiado A Cartomante, dirigido por Adriano Big e vencedor do Festival de Cinema Baiano em Ilhéus (2012), nas categorias Melhor Diretor e Melhor Atriz e a animação em stop motion Talvez Futuro, exibido no maior festival da categoria em toda América Latina - o 1º Festival Internacional de Stop Motion do Brasil (Recife/PE), em 2011.
Produção - Na produção do curta, nomes renomados como o doutor em Música pela UFRJ, Guilherme Maia na direção musical, Cenografia do premiado Léo Furtado e Mônica Terra Lima, o músico e produtor musical, André T. na mixagem e desenho de som, animação (2D) do renomado Mateus Di Mambro, painéis do grafiteiro Eder Muniz (Calangos) e bonecos do artista plástico, Leonardo Muela (Minhocas).  A animação conta com recursos do Edital de Apoio para Curta-metragem - Curta-afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual, parceria entre a Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura e a Fundação Palmares lançada em 2013, além do Edital de Patrocínio 2014 da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás).

Depoimentos sobre ÒRUN ÀIYÉ:

Caó Cruz Alves é um renomado diretor, cartunista e animador.

"Existe uma política de editais que sempre contempla a animação. Todavia, o principal problema na Bahia é a mão de obra. Infelizmente não temos qualificação profissional para atender a demanda mínima do mercado, por isso é necessário termos cursos, oficinas, mostras e festivais para formação de novos animadores".


Lindinalva Barbosa é educadora, mestre em Estudos de Linguagens/Uneb e omorixá Oyá do Terreiro do Cobre (Salvador).

“A gente vive hoje um dilema muito grande, que é de como vamos implementar a Lei 10.639 e a 11.645, que são dispositivos legais que prevê a implementação de fato a história da cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação das pessoas. A Lei existe, mas só vai acontecer de fato se nós fizemos ações e gestões nesse sentido. E o filme não é apenas um produto cultural, mais também o dispositivo pedagógico e isso vai nos ajudar a formar crianças que possam de fato viver em onde sejam respeitadas as diferenças étnicas”.

Sobre a diretora de ÒRUN ÀIYÉ  - Jamile Coelho

Cineasta baiana, Jamile Coelho, é graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal da Bahia — trabalha com animação desde 2008 — quando desenvolveu em parceria com o Grupo Caco de Telha a série 2D "A Turma da Jujuba". Atualmente, trabalha como diretora de comerciais publicitários, programas televisivos e documentários em Camaçari e Salvador. Estudou animação em stop motion com o animador e diretor Walter Tournier (Uruguai) e, com o diretor e animador Barry Purves (Inglaterra). Dirigiu a animação em stop motion "Talvez Futuro", selecionada para I Festival Internacional Brasil Stop Motion (2011).

Acompanhe o filme ÒRUN ÀIYÉ no Facebook.

Informações, entrevistas, gravações:
Jamile Menezes (Assessoria de Imprensa – (71) 9219-7135)

domingo, 16 de agosto de 2015

Jovens negros do Brasil, Argentina, Colômbia e Equador participam do Festival Negra América - BA


Jovens das cinco regiões do Brasil e de três outros países da América Latina: Argentina, Colômbia e Equador participarão do Festival Negra América – Cultura e Periferia, realizado pela CIPÓ Comunicação Interativa e Latitudes Latinas, projeto de extensão da Universidade Federal da Bahia, com apoio cultural do Oi Futuro, patrocínio da Oi e da FAZCULTURA – Lei Estadual de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura. De 26 a 29 de agosto, o evento ocorrerá  em Salvador, ocupando espaços como o Parque São Bartolomeu (Av. Suburbana), o Centro Cultural de Plataforma e a Praça São Brás (Plataforma) e a Escola Oi Kabum! Arte e Tecnologia Salvador.
Realizado pelo primeiro ano, o projeto tem como objetivo promover o intercâmbio entre coletivos artístico-culturais de bairros periféricos de Salvador com coletivos juvenis, formados por afrodescendentes de outros países latino-americanos. A expectativa é que o encontro proporcione o fortalecimento da produção artístico-cultural dos coletivos participantes, além de promover a reflexão sobre a contribuição das manifestações culturais de matriz africana para o desenvolvimento da América Latina. A intenção do Negra América é promover a visibilidade do jovem de periferia como produtor de riqueza cultural para as cidades onde vivem, especialmente Salvador, cidade que sediará a primeira edição do evento. Selecionado no edital nacional PROGRAMA OI DE PATROCÍNIO CULTURAL INCENTIVADO 2013/2014, o Festival Negra América aposta numa ação que valorize e estimule a produção artística inovadora dos jovens, especialmente no campo da convergência entre arte, ciência e tecnologia, além de possibilitar o acesso à cultura e fomento a mobilização de público em bairros populares, fora da agenda cultural.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL NEGRA AMÉRICA
26/08/2015 (quarta-feira) 27/08/2015 (quinta-feira) 28/08/2015 (sexta-feira) 29/08/2015 (sábado)
Plataforma Plataforma Plataforma Plataforma
CREDENCIAMENTO PARA A PARTICIPAÇÃO NO EVENTO | 10h às 17h | Centro Cultural de Plataforma- Foyer do Teatro OFICINA – Teatro e Comunicação Comunitária | Coletivo Pombas Urbanas (São Paulo-SP) | 08h30 às 12h | Paróquia OFICINA – Mural Coletivo Participativo | Coletivo El Culebrón Timbal (Argentina) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Sala 1 PASEO DE OLLA (Passeio de panela) | Salvador-BA| 09h às 12h | Parque São Bartolomeu
ABERTURA OFICIAL DO EVENTO – Seminário Negra América | 18h às 20h| Centro Cultural de Plataforma – Palco OFICINA – Poesia: Literatura Marginal | Coletivo Sarau da Onça (Salvador-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu OFICINA – Das quebradas do meio do mundo à cidade de todos os santos – Oficina de DJ | Coletivo Relatos de Rua (Macapá-AP) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Palco MICROFONE ABERTO (BATALHA DE HIP HOP) |18h às 20h | Centro Cultural de Plataforma – Palco
CORTEJO ARTÍSTICO NEGRA AMÉRICA | 20h às 21h30 | Praça São Brás em Plataforma OFICINA – Imagens, Palavras e Movimento | Coletivo Movimento Cultural Artmanha (Caravelas-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu OFICINA – Aprender Fazendo: um percurso pelo Equador Negro ( África, Equador, Litoral Afro-Equatoriano, Cerra Afro- Equatoriana) | Coletivo Azucar (Equador) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Sala de Dança BAILE LATITUDES LATINAS | 20h às 22h | Quintal do Centro Cultural de Plataforma (Para Convidados)
Oi Kabum OFICINA – Vivência da Pedagogia Griô| Coletivo Teatro Grãos de Luz e Griô (Lençóis-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu – Auditório OFICINA – Iniciação Teatral | Coletivo Rheluz ( Pintadas-BA) | 08h30 às 12h | Paróquia Oi Kabum
CREDENCIAMENTO PARA A PARTICIPAÇÃO NO EVENTO | 09h às 12h | OI Kabum OFICINA – Isso é Coco de Umbigada | Coletivo Coco de Umbigada ( Recife-PE) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Palco OFICINA – A poesia rouba a cena | Coletivo Resistência Poética (Salvador-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu ALMOÇO COLETIVO | 12h às 13h30 | OI Kabum (Para Convidados)
DIÁLOGO DE APRESENTAÇÃO DO EVENTO AOS COLETIVOS | 11h às 12h | OI Kabum (Para Convidados) OFICINA – Dança, feminilidades e resistência | Coletivo Baphão Queer (Salvador-BA) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Sala de Dança OFICINA – RAP (Ritmo e Poesia) | Coletivo Os Agentes (Salvador-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu BATE PAPO NEGRA AMÉRICA| Proposta para o fechamento do festival, perspectiva para os próximo | 14h às 17h | Oi Kabum
ALMOÇO COLETIVO | 12h às 13h30 | OI Kabum (Para Convidados) OFICINA – Coisa de rainha – oficina de turbantes | Coletivo Dudu Odara (Salvador-BA) | 08h30 às 12h | Centro Cultural de Plataforma – Sala 1 OFICINA – Mídias Móveis | Coletivo Tela Preta (Cachoeira-BA) | 08h30 às 12h | Centro de Referência Parque São Bartolomeu – Auditório
CONCENTRAÇÃO PARA AS INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS DO NEGRA AMÉRICA | 14h às 14h30 | Frente da Oi Kabum SEMINÁRIO – Políticas Públicas Cultura Periférica | 15h às 18h | Centro Cultural de Plataforma – Palco SEMINÁRIO – Sustentabilidade de Coletivos | 15h às 18h | Centro Cultural de Plataforma – Palco
INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS VEM PARA O NEGRA AMÉRICA | 14h30 às 15h30 | Ruas do Pelourinho voltando para a OI Kabum MOSTRA DE VÍDEOS – Coletivos Tela Preta (Cachoeira-BA) e Cutucar (Salvador-BA) | 19h às 21h | Centro Cultural de Plataforma MOSTRAS ARTÍSTICAS | Coco de Umbigada (Recife-PE) + Coletivo Azucar (Equador) + Coletivo Sarau da Onça (Salvador-BA) +Coletivo Grãos de Luz e Griô (Lençois-BA) + Coletivo Pombas Urbanas (São Paulo-SP) |19h às 22h | Centro Cultural de Plataforma – Palco

Oi Kabum Oi Kabum

OFICINA – Rádio comunitária | Coletivo El Culebrón Timbal (Argentina) | 08h30 às 12h | Oi Kabum – Auditório OFICINA – Maneiras divertidas e rápidas de colocar uma história na Tela | Coletivo Escuela Audiovisual Infatil ( Colômbia) | 08h30 às 12h | Oi Kabum

MOSTRA ARTÍSTICA NEGRA AMÉRICA | Coletivos Dudu Odara ( Salvador-BA) + Resistência Poética ( Salvador-BA) + Reforma Cia de Dança (Salvador-BA) + Coletivo Movimento Cultural Artmanha (Caravelas-BA) + Coletivo Relatos de Rua (Macapá – AP) + Baphao Queer (Salvador-BA)| 19h às 21h | OI Kabum MOSTRA DE VÍDEOS – Companhia de Artes Cênicas Rheluz (Pintadas-BA) + El Culébron Timbal (Argentina) + Escuela Audiovisual Infantil (Colômbia) | 19h às 21h | Oi Kabum

Dias: 26, 27, 28 e 29 de Agosto de 2015
LOCAIS: Pelourinho e Plataforma.
TURNOS: manhã, tarde e noite.
ENTRADA FRANCA.



FONTE: https://festivalnegraamerica.wordpress.com/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Luedji Luna faz show de estreia de carreira no Teatro XVIII - BA


Com o show intitulado “Fiz uma canção para o vento”, a cantora e compositora baiana estreia na cena musical em Salvador nos próximos dias 22 e 23, na Casa 14, anexo do Teatro XVIII, no Pelourinho, às 20horas, com ingressos nos valores de R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia). Em cada noite haverá uma convidada especial para abrilhantar o espetáculo. As cantoras Alina Lobo (quinta-feira) e Verona Reis (sexta-feira) subiram ao palco para acompanhar Luedji Luna nas melodias e canções.

No repertório de “Fiz uma canção para o vento”, Luedji Luna faz referência a uma música de autoria própria chamada “Asas”, na qual conversa com o vento, e, de acordo com a artista, pode ser simbolizado pela entidade Yansã. O público terá a oportunidade de conhecer as suas composições, além de vê-lá interpretar canções de outros artistas como a cabo-verdiana Mayra Andrade e o baiano Tiganá Santana. Segundo Luedji “O show é intimista. É uma apresentação leve e ao mesmo tempo pesada, tempestuosa, utilizando o vento como metáfora, que pode ser, por vezes uma brisa, ou um tufão”.

A cantora revela que os pais a educaram musicalmente desde criança. Sua mãe lhe apresentou a música clássica e seu pai despertou a paixão por instrumentos de sopro. “Sempre fui muito curisosa. Também pesquisava muito o que era feito fora do país, ouvi de flamenco, ao rock pesado na adolescência, mas foi na MPB que eu me encontrei, quando aos 17 anos fiz minha primeira música.  Já adulta me enamorei pelo jazz, não só o instrumemtal, mas principalemente das divas, e das variadas possibilidades no canto. Tomei gosto pela improvisação. Se for pra cita nomes: Cal Ribeiro, Tracy Chappman, Ella Fiztgerald, Conha Buika...sou influenciada por tudo que ouço”, afirma Luedji. Agora, em 2015 a artista acaba de entrar no rol de músicos brasileiros do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
 
SERVIÇO
O Quê: Luedji Luna realiza o show “Fiz uma canção para o vento”
Quando: 22.01.2015 (quinta-feira) convidada especial Alina Lobo
                23.01.2015 (sexta-feira) convidada especial Verona Reis
Onde: Casa 14, anexo do Teatro XVIII, no Pelourinho
Horário: 20 horas
Ingresso: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).
Nome na lista paga meia. (producaoluedjiluna@gmail.com)

Ficha Técnica
Voz: Luedji Luna
Baixo: Emillie Lapa
Guitarra: Spike Bpl
Trompete: Normando Mendes
Bateria: Francisco Cerqueira
Produção: Liz Novais
Fotografia: Nti Uirá Fotografia
Assessoria de Comunicação: InterAGIR Cultural

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Festival "A cena tá preta" - BA



O Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), em parceria com a companhia teatral Bando de Teatro Olodum e o Teatro Vila Velha, realiza a quinta edição do festival A Cena tá Preta. O evento artístico-cultural, que destaca a produção afro-brasileira, apresenta uma programação variada com música, poesia, dança, documentário e palestra, e acontece até o dia 12 de dezembro, no Teatro Vila Velha.

A abertura das atividades culturais acontece nesta sexta, às 20h, com o show "Inaicyra em 3 tempos”, de Inaicyra Falcão. Na apresentação, a cantora lírica, que contará com a participação dos músicos Mauricio Lourenço e Daniel Vieira, mostra a influência da ancestralidade africana e indígena em suas canções.   

No dia 10 de dezembro, às 20h, é a vez da abertura do seminário A Cena tá Preta. A palestra Um cinema de Raça, apresentada pelo coordenador do Ceao Jocélio Teles dos Santos, vai ser ministrada por Joel Zito Araújo. Na noite também será exibido o filme Raça (2012), dirigido e produzido pelo cineasta e Megan Mylan. 

O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Para os espetáculos de teatro e de dança, os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do teatro, no dia de cada apresentação. Em relação às palestras do seminário A Cena Tá Preta, em que os participantes terão direito a certificado, as inscrições serão feitas na secretaria do Ceao, no Largo Dois de Julho.

O festival A Cena Tá Preta conta com o apoio da Fundação Palmares. 

Mais informações: e-mail acenatapreta@gmail.com 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Documentário “MOCAMBO AKOMABU” será lançado no Centro Cultural Plataforma - BA


Documentário sobre o quilombo do Alto do Tororó tem direção  de  João Paulo Diogo

A Comunidade do Alto do Tororó, localizada em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, é a personagem principal do documentário “MOCAMBO AKOMABU”, produzido através da parceria do Coletivo de Assessoria Cirandas, Cambuí Produções e a Finisher Studio.O lançamento do documentário acontecerá no dia 21 de novembro, no Centro Cultural Plataforma, a partir das 19 horas e terá uma grande programação comintervenção cultural com capoeira, Mesa de Debate, exibição do documentário “MOCAMBO AKOMABU”, homenagem as mulheres que contribuíram na luta quilombola o Alto Tororó e apresentação musical com o Hino da África do Sul.
O Quilombo do Alto do Tororó possui, como particularidade, a característica de ser uma comunidade tradicional urbana, pesqueira, extrativista e de terreiro. O documentário mescla depoimentos de lideranças comunitárias do Alto do Tororó e de atores políticos da pauta da igualdade racial, com cenas de animação e imagens de cobertura que trazem as particularidades desta Comunidade Quilombola. Inclusive o conflito que a mesma vive com a Marinha do Brasil, que montou a Base Naval na região, na década de 1940, e que desde então não reconhece as comunidades quilombolas vizinhas como donas do território.
O lançamento do documentário “MOCAMBO AKOMABU” finaliza um ciclo de quase cinco anos, desde que o Coletivo de Assessoria Cirandas foi procurado pela Comunidade do Alto do Tororó para fazer um filme sobre a comunidade e sobre a relação territorial que eles vivem.
“O Coletivo Cirandas assumiu o compromisso de registrar as histórias da Comunidade e convidou a Cambuí Produções para desenvolver o projeto de filmagem do documentário. Encaminhamos o projeto para os Editais do Fundo de Cultura da Bahia (Culturas Populares) e do Ministério da Cultura (Curta Afirmativo). Fomos contemplados nos dois editais e iniciamos o trabalho”, explica o produtor executivo da Cambuí Produções, Tiago TAO.
“Foram quase cinco anos após a primeira conversa no Quilombo do Alto do Tororó, finalmente podemos apresentar com orgulho e felicidade o resultado deste trabalho que envolveu mais de uma dúzia de profissionais do audiovisual, a Comunidade do Alto do Tororó e que foi abrilhantada pela belíssima trilha sonora do querido Tiganá Santana”, destaca o diretor e articulador comunitário, João Paulo Diogo.
Com apoio financeiro do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CPPI), Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Governo do Estado da Bahia, o documentário de 26 minutos, que retrata o cotidiano da Comunidade do Alto do Tororó, também foi contemplado pelo Edital Curta Afirmativo: PROTAGONISMO DA JUVENTUDE NEGRA NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL, realizado em parceria entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, do Governo Federal.


O projeto do documentário “MOCAMBO AKOMABU” pretende ainda distribuir 1.000 DVDs para escolas públicas, bibliotecas e ONGs baianas, incluindo as organizações quilombolas na Bahia e no Brasil.

O DIRETOR
            João Paulo Diogo é um dos idealizadores do Coletivo de Assessoria Cirandas, que é um coletivo de jovens negros que presta assistência técnica ao movimento social nas áreas de desenvolvimento. Há mais de 18 anos atua no movimento social, tendo produzido diversos festivais culturais e atuado em diversas ONGs, como  produtor, educador, articulador e consultor. Em 2006, participou  da produção do documentário SILÊNCIO SENTIDO, sobre violência sexual; e produziu  em 2012, o documentário CULTURA DA INFÂNCIA. Este é o primeiro documentário que assina a direção.

           QUILOMBO URBANO DO ALTO DO TORORÓ
O Quilombo Urbano do Alto do Tororó, em São Tomé de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador, existe há mais de 400 anos e foi formado originalmente por negros escravizados em processo de resistência – quilombolas, que tinham a pesca como elemento de subsistência. Após a abolição da escravatura passaram a pescar e vender o peixe para os senhores de engenho e continuaram habitando o local. Hoje, os descendentes destes quilombolas sobrevivem basicamente da pesca, do extrativismo e do artesanato.
Entre os quilombos inseridos em capitais dos estados brasileiros, o Quilombo do Alto do Tororó destaca-se enquanto uma das poucos comunidades que para além de ser quilombola é extrativista, pesqueira e de terreiro, firmando esta comunidade com uma plena comunidade tradicional.
Contudo, um fato na década de 1940 mudou a dinâmica de vida desta comunidade: o estabelecimento de uma base americana na localidade de Ponta de Areia, a 6 km do Quilombo do Alto do Tororó, e que anos depois seria passada para Marinha de Guerra do Brasil, fez com que a comunidade vivesse a triste experiência de ver a Marinha desapropriar todas as terras no entorno do quilombo e aos poucos se apossar das terras da comunidade, reduzindo o território do Alto do Tororó a quase nada.
A partir desta ocupação da Marinha as pessoas da comunidade, segundo relatos, passaram de ser senhores e senhoras de seu território à serem vistos pela Marinha como invasores, sendo as pessoas da comunidade constantemente vítimas de agressões físicas, morais e psicológicas, por parte de patrulhas de marinheiros e fuzileiros navais nos caminhos de acesso aos manguezais, sendo presos e submetidos a castigos físicos e constrangimentos morais. A opressão chegou ao ápice com a ameaça de demolição da escadaria de acesso ao Porto das Canoas, demolição da rede de iluminação pública na ladeira de acesso a comunidade e impedimento da construção do campo de futebol.
Entretanto, este quadro é amenizado, depois de muita luta das lideranças da comunidade que dão um primeiro passo importante na conquista de seu direito ao território, com a finalização da primeira etapa do processo de reconhecimento como Remanescente de Quilombo (Certificado de Autodeclaração), em novembro de 2010, pela Fundação Cultural Palmares. A luta ainda não para, pois a Certificação é um primeiro passo.
Hoje, a comunidade encontra-se lutando incessantemente para que o INCRA cumpra seu papel e realize o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do Quilombo do Alto do Tororó, garantindo assim um subsídio importante para a garantia do direito as suas terras.

EQUIPE DO PROJETO
Diretor e Articulador Comunitário – João Paulo Diogo

Diretor de Animação, Câmera e Montador – Léo Silva
Produtor Executivo – Tiago TAO
Animador 3D e Captação de Som – Ricardo Sousa
Assistentes de Produção – Bárbara Maré, Glauber Santos, Jenair Alves e Viviane Jacó
Design Gráfico e Webdesigner – Ravi Santiago
Finalização Audiovisual – Igor Caiê Amaral
Câmeras Adicionais – Ailton Pinheiro e Petrus Pires
Criação da Maquete do Quilombo – Luís Parras e Luna Matos
Finalização de Som – Hilário Passos
Trilha Sonora e Narração – Tiganá Santana
Músico convidado – Alex Mesquita
Assessoria de imprensa – Dayanne Pereira

SERVIÇO
O QUÊ: Lançamento do documentário MOCAMBO AKOMABU
QUANDO: 21 de novembro, a partir das 19h
ONDE: Centro Cultural Plataforma
INGRESSO: Entrada franca

PROGRAMAÇÃO
19h – Intervenção Cultural com Capoeira
19h20 – Formação da Mesa de Debate
20h – Exibição do documentário “MOCAMBO AKOMABU”
20h30 – Homenagem as Mulheres que contribuíram na luta quilombola o Alto Tororó
21h – Apresentação musical com o Hino da África do Sul


Visite a página do documentário mocamboakomabu.com.br
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