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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Grupo teatral Companhia Os Crespos
Histórico do Grupo
“Os Crespos” surgiu nas dependências de uma das mais importantes escola de interpretação do país, a Escola de Arte Dramática da USP instituição esta, que fora fundada por Alfredo Mesquita em atividade desde 1948. No ano de 2004, acontece um feito inédito na EAD, ingressam cinco alunos negros, e três no ano seguinte. Houve uma organização desses alunos, que tinham em comum a vontade de discutir a sua formação e como foco estudar a história do negro nas artes cênicas e nos multimeios no Brasil, numa instituição em que esta discussão não existia.
No dia 13 de maio de 2005, dia da “abolição” da escravatura o grupo começou suas atividades com o objetivo de levar para a escola a discussão sobre, o que foi e o que representou para o país a assinatura da lei áurea. Na semana da consciência negra o núcleo promove o encontro "Pensando a Negritude", um evento para discutir como o negro foi inserido na história artística do país, e qual o papel que ocupa hoje na sociedade depois da imagem construída. O evento contou com uma mostra de curtas-metragens do cineasta Jéferson De (Narciso do rap, Carolina, e Distraída pra Morte), uma exposição permanente chamada "traços e relatos", e uma mesa redonda com atores, diretores, dramaturgos, professores e alunos. Estiveram presentes Eduardo Silva, Edson Montenegro, Lizete Negreiros, Eugenio Lima, José Fernando Peixoto, entre outros.
Em setembro de 2006 o grupo participou do II fórum Nacional de Performance Negra evento organizado pelo Bando de Teatro Olodum e Cia. dos Comuns e do Congresso de Pensadores negros em Salvador. Neste mesmo ano o grupo forma a Cia Filhos de Olorum, que mais tarde torna-se Os Crespos. Depois de discutir autores como Solano trindade, Marcelino Freire e visitar algumas peças do TEN(Teatro Experimental do Negro) decide montar um espetáculo inspirado na obra “Quarto de Despejo” de Carolina Maria de Jesus.
Paralelo a isto “Os Crespos” recebe o convite de trabalhar com um dos maiores encenadores da atualidade, o alemão Frank Castorff, diretor do lendário Volksbühne (o Teatro do Povo, construído em 1914 por associações operárias e que continua a ser um dos espaços mais influentes do teatro europeu). Em dezembro de 2006 apresentam o espetáculo Anjo Negro + A Missão no Sesc Vila Mariana.
Em novembro de 2006 O Grupo promove em parceria com o “Cinema Popular” da escola de Áudio Visual / Eca um evento para discutir: a política de ações afirmativas Cotas nas Universidades Publicas; uma mesa de debates sobre a “Mulher Negra” na arte. Aconteceram a apresentação do balé folclórico Solano Trindade, workshop de danças africanas da Guine ministrado por uma das integrantes do grupo, Gal Quaresma e apresentação do grupo Ilu-Oba de mim junto com a cantora Leci Brandão.
Estiveram presentes: as atrizes Ruth de Souza, Raquel Trindade, a cineasta Lílian Solá Santiago, José Carlos Miranda (coordenador do Movimento negro Socialista), Ana Lucia Lopes (coordenadora do Museu Afro Brasil), Esmeralda Ribeiro poeta e escritora (fundadora do Quilombhoje), entre outros.
Em 2007 a cia. excursionou pela Alemanha, participou do Festival Theaterformer e uma curta temporada no Teatro Volksbühne em Berlim. Alem disso a cia. apresenta também no Volksbühne trechos do processo de criação do espetáculo Ensaio sobre Carolina.
No mesmo ano a cia. estréia “Ensaio sobre Carolina” com a direção de José Fernando de Azevedo (professor da Escola de Artes Dramáticas da USP, dramaturgo e diretor integrante do Teatro de Narradores em São Paulo) com apoio do PAC (Projeto de Ação Cultural-Secretaria de cultura do Estado de São Paulo).
Em 2008 o grupo, continua em cartaz com Ensaio sobre Carolina e apresenta Anjo Negro + A Missão em Salamanca no Festival Castilla y Lion. Em novembro deste mesmo ano realiza a exposição a construção da imagem e a imagem construída – um olhar sobre o negro no cinema, na TV e no teatro.
Em 2009 a Cia realiza juntamente com o Grupo Clariô uma mostra Reflexiva de Filmes em ocasião do dia Nacional de Denúncia contra o Racismo e em junho participa do III Fórum de Performance Negra em Salvador/Ba.
Ainda em 2009 o grupo, continua em cartaz com Ensaio sobre Carolina a partir do dia 15 de setembro ,no Teatro Imprensa,as 5°-feiras e 6°-feiras,até 06 de dezembro,e prepara um novo projeto chamado "A Construção da Imagem e a Imagem Construida, com a a Direção de Eugenio Lima(Bartolomeu).
blog: http://www.ciaoscrespos.blogspot.com/
FRANCISCO EGÍDIO (uma das mais belas vozes da nossa MPB)
Mas Egídio também fez sucesso com marchinhas de Carnaval como Me Dá Um Gelinho Aí e Simbora Nós Dois, até hoje executadas nos bailes.

O cantor foi, ainda, repórter esportivo, atuando na TV Record. A grande maioria de seus discos saiu pela gravadora Continental, hoje pertencente à Warner. Francisco Egídio participou do filme "Bruma Seca" – Direção: Mario Civelli/M. Brasini – Com: Luigi Picchi, Maria Dinah, Mario Brasini, Adoniran Barbosa, Ruth de Souza, – 1960. Francisco Egídio era presença constante do lendário programa "Festa Baile", da TV Cultura e “Buzina do Charinha”, na TV Globo.
Infelizmente nenhum está em catálogo. Morreu no último dia 17/07 em São Paulo aos 80 anos, de causas não reveladas.
* Texto de Toninho Spessoto
Fonte:http://blogacordes.blogspot.com/2007/10/morre-em-so-paulo-o-cantor-francisco.html
http://www.fanzineepisodiocultural.blogspot.com/
sábado, 23 de maio de 2009
A dor como inspiração (Marlon Marcos)

Cantor e compositor Batatinha / Foto: Madalena Schuartz - 23/02/1983
O mais importante entre os sambistas que nasceram e viveram na Bahia, Oscar da Penha, o nosso venerado Batatinha, fazia, como disse um dia Maria Bethânia, músicas tristíssimas para serem cantadas no carnaval. Esta procedente afirmação corrobora a ideia de que Batata tinha na tristeza e na dureza do seu dia-a-dia suas fontes maiores de inspiração.
Ele foi o grande poeta do povo negro e pobre da Bahia. Suas canções, quando não traduziam denúncias sociais diretas, desfiavam liricamente as incertezas do amor e o peso gigante impregnado nas existências que experienciam a escassez, além de reverenciar a música como elemento de salvação, de expurgação daquilo que não se podia por conta das limitações sócio-econômicas geradas pela pobreza; sem falar das dificuldades trazidas pelo forte racismo que assolava (e ainda assola) a nossa bela e gostosa Salvador.
“Ninguém sabe quem sou eu/ Também já nem sei quem sou/ Eu sei bem o sofrimento/ De mim até se cansou/ Na imitação da vida/ Ninguém vai me superar”, eis os tocantes versos de Imitação da Vida, como emblemas da alma sofrida de Batatinha, tão importante para o Brasil quanto Cartola, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Ismael Silva; ao mesmo tempo, é o mais injustiçado de todos, correndo sérios riscos de ter sua memória apagada pelo tempo e de ser esquecido como foi quase esquecido o nosso Gordurinha.
A beleza existencial de Batata, que além de uma obra significativa, deixou uma família grande de músicos, pode ser verificada no documentário Batatinha – O Poeta do Samba, feito por Marcelo Rabelo, lançado neste ano de 2009, e lotado de cenas comoventes e eloquentes ao expressar uma narrativa que nos instiga a pensar que a Bahia tem uma dívida sócio-cultural alta a pagar à memória deste engenhoso poeta baiano.
Talvez alguns dos mais importantes cantores e compositores vivos do Brasil tenham emprestado suas vozes à obra de Batata, no primoroso disco Diplomacia, lançado em 1998, com relevante produção de Jota Velloso e Paquito. Nele, o disco, estão Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jussara Silveira eternizando Ironia, obra-prima de Batatinha e Ederaldo Gentil – Jussara naquela categoria única expressando-se como uma das melhores cantoras brasileiras na atualidade.
E ela, Maria Bethânia, concisa em Bolero, mas magistral, assinando vocalmente a sua grandeza de artista inesquecível na ambiência cultural deste País; ela que era a cantora favorita de Batatinha e que o lançou para o Brasil em seu primeiro LP, com data de 1965; ela que deu a um dos seus CDs mais importantes o título Imitação da Vida (1997) a partir da grande canção deste compositor aqui em questão.
Precisamos preservar a memória de Batatinha, cuidar da sua obra, mobilizar festivais em Salvador, ensinar seu nome em nossas escolas, criar uma FUNDAÇÃO. Precisamos, de algum modo, restituir aos seus este débito que temos por nossa negligência em relação a este grande talento que se inscreveu na história musical da terrinha. E quando falamos de Batatinha, recuperamos Ederaldo Gentil, Edil Pacheco, Riachão… E deixamos alegres outros mestres como Nelson Rufino.
* Marlon Marcos é jornalista e antropólogo
(O vídeo abaixo, incorporado do YouTube, começa com Maria Bethânia cantando Onde estará o meu amor?, de Chico César, do show Âmbar, de 1996. Mais ou menos na metade do vídeo, Batatinha aparece contando como surgiu o seu apelido e em seguida Bethânia canta Bolero, música dele)Tags: Batatinha, Jussara Silveira, Maria Bethânia
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http://jeitobaiano.wordpress.com/
terça-feira, 7 de abril de 2009
94 anos : Billie Holiday
Eu também quero um copo, e ouvir em silêncio, olhando uma foto antiga, colorindo de palavras perdidas um papel branco qualquer...Um copo que me tire do chão, me deixe mais aéreo, me faça viajar zonas perdidas, não aponte nenhuma solução. Eu quero aquela voz de invenção em meus ouvidos chorosos e alcançar essa festa da dor que só ela, Billie, sabe dar.segunda-feira, 9 de março de 2009
Alaíde Costa canta Milton - Amor Amigo
Um disco para ser sentido. Perfaz o caminho de uma justa homenagem ao grande Milton Nascimento na voz de ressonâncias da não menos grande Alaíde Costa - emprestando-se com alma a canções como Cais ( de morrer e viver ao mesmo tempo), Canção do sal, e com o próprio, em Viola violar. Talvez muitos atestem questões de idade e superação pelo fator tempo...Bobagens, meus filhos e minhas filhas, corram e comprem o disco...Ele me deu uma alegria de criança ao ouvir Alaíde ali no tempo dela cantando certeiramente. Sei que vou ouvir Bethânia sempre grandiosa até o fim e nas paradas do sucesso. Então, coloquem Alaíde nas paradas porque ela nos é um sucesso eterno.Alaíde Costa

sábado, 7 de março de 2009
Exposição "Sete Áfricas" - BA
Onde? Galeria Solar Ferrão, Pelourinho
Tel: 71 3117-6380
Quando? ter a sex, 10h às 18h, sáb, dom e feriados, 13h às 17h
Fonte: http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/agendacultural/2009/03_marco/pdf/pdf_agenda_mes.pdf
